sexta-feira, 9 de abril de 2010

Necessárias contradições





Hoje sou a contradição de mim mesmo
meu instante é reflexivo!
A vida parece um único momento perdido em mim
Sou sem ser...
...concretamente abstrato...

Preciso me escrever antes que me perca
só posso encontrar-me em verbo...
Verbo em seu uso limite não se tange
É sem ser...
...
(Foto: Michele Saraiva)
Poesia não se tange
Quem a ousa compreender perde o poetismo
Entendam os Filosofos!
...apenas sinto...
...assim posso ser sem ser
Assim posso ser em contradição.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Para dias colaterais






Escrevo um poema para os dias tristes
Para os dias azul-escuros de mim
Escrevo um poema para os dias des[sentidos
Para os dias desbotados
Escrevo um poema para o céu fechado


(Foto: Michele Saraiva)

Para os dias de noite
e para as noites sem dia
Para dias colaterais
Escrevo pois minha lágrima é palavra e meu sentimento é verbo,
por não gostar de lágrimas de verdade
Elas não têm desculpa

Escrevo um poema para o Eu-triste
(pergunto-me: Por que ele existe?
Escrevo um poema-porquê
Um poema Eu-triste

Escrevo um poema porque minha crise é poética
Fosse existencial apenas choraria
Poetas não gostam das coisas em si
Elas não são poéticas

Escrevo um poema para os dias colaterais
e só escrevo porque como poeta não posso deixar eles serem assim
Devo poetizá-los!
Caso contrário não serão poesias (serão apenas dias tristes

Poetas não gostam de dias tristes
Eles não têm desculpa
São colaterais da vida
Poetas gostam é de poesia (e para isso os dias tristes são ótimos

domingo, 4 de abril de 2010

Decifra-me


Meus caminhos foram os caminhos de um “louco”
Mas quando decidi ser eu fui “mago”, “imperador” e “eremita”
Fui provado pela tentação dupla dos “amantes”
E me ajustava quando percebia que “a fortuna”
Nos traz tanto a “luxuria” quanto a “morte”

Eu fui “enforcado” e vi o mundo de pontacabeça
Contemplei os arquétipos do mundo
E entendi “a arte” do “universo”
O segredo “das estrelas”, da “lua” e do “sol”

Eu sou levado pela “carruagem” dos “aeons”

terça-feira, 23 de março de 2010

A tela branca


















Não irei jogar tinta nessa tela branca.
Atirarei palavras. Palavras aos montes.
Quero ver se forma um texto, um poema, ...

Tela em branco me lembra futuro. O futuro é branco ?
Claro branco, é todas as cores em unissono.
Futuro são as possibilidades.
Futuro é escolha de cores para a composição.
Que cores você escolhes ?


Eu escolho palavras. Meu quadro é textual.
Alguém irá lê-lo... Acho que o futuro não se importa.
Apenas quer ser. Apenas tende a ser.
O passado é que quer ser visto, lembrado, arrependido, regozado, resofrido, rebuscado...

Eu atiro palavras nessa tela branca quero ver se pinto um texto.